ZEMA: o importante é exportar

Quando o Brasil, no final da década de 70, tomou a importante decisão política de se integrar aos mercados internacionais, lançou o slogan “exportar é o que importa”. A campanha baseava-se numa ideia ainda mais antiga, “exportar é a solução”, de 1964.

Era o início da criação das Zonas de Processamento de Exportação – ZPE pelo mundo a fora. A China, por exemplo, criou dezenas delas e se transformou na segunda maior economia mundial.  O Brasil, desafortunadamente, ficou a ver navios e o maranhense literalmente.

A verdade é que, há mais de 30 anos, criamos as leis para regulamentar as ZPE’s, mas apenas uma única conseguiu sair do papel. Ainda incompleta e operando com uma indústria principal e outras paralelas, a ZPE de Pecém, em Fortaleza, conseguiu dobrar o PIB do Ceará.

É inacreditável que, diante de tantas evidências, o Governador do Maranhão seja contra as ZPE’s, mas essa é a pura verdade! Afinal, quem, alguma vez, já viu o Governador se pronunciar a respeito do assunto? Pois é?! Nunca, a não ser para atacar os que ousaram defender essa ideia.

A China, mesmo sendo um país comunista, conseguiu se transformar numa potência mundial, cuja saga está muito bem contada numa série que está sendo exibida no “Netflix” (Série Direto ao Assunto: Ascensão da China).

Vendo a série, a conclusão óbvia é que na origem, o maior problema do Maranhão é o econômico, que empobrece o social e o político.

Para mim, a maior pobreza do Maranhão é de espírito público. É um Estado rico, mas com um povo extremamente empobrecido pela ação de políticos que só tem projeto de poder.

Infelizmente, o povo maranhense, que não é sócio da sua própria riqueza, fica a ver navios saindo diariamente com produtos primário in natura, do jeito que sai da terra, sem agregação alguma de valor.

Além de gerar empregos no exterior, essa matéria-prima retorna ao país na forma de produtos acabados com alto valor agregado, que ficam expostos nas prateleiras dos supermercados apenas para encher os olhos da maioria da população.

Daí a razão do Maranhão ser rico (PIB absoluto) e a grande maioria dos maranhenses, extremamente pobres (PIB per capita).

A industrialização do Maranhão, por meio das ZPE’s, é a única solução para se acabar de uma vez por todas com o ciclo de pobreza do nosso povo. Há décadas venho dizendo isso. Razão pela qual, no primeiro ano do meu mandato como Senador, apresentei um Projeto de Lei para criar a ZEMA – Zona de Exportação do Maranhão.

Essa é a nossa bandeira

Não pretendo pregar no deserto. Por isso, me associei a uma corrente política que busca modernizar o Marco Legal das ZPE’s, a fim de dotá-lo das regras que deram certo ao redor do mundo e fizeram da China essa potência.

Para tanto, claro, o Maranhão precisa contar com o apoio da sua classe média. Com esse valioso suporte, o povo nunca mais precisará ter medo dos “Leões”.

Não é de hoje, o Maranhão vive um círculo vicioso com a exploração política da pobreza, onde a correia é feita do couro do pobre. Temos que quebrar isso e inaugurar um círculo virtuoso, com a exploração econômica da riqueza.

É verdade que, pela política, o Maranhão mudou em 2014, mas isso não é suficiente, pois se a as mudanças são realizadas pela população, a verdadeira transformação é feita pela gestão, com políticos comprometidos com um projeto de sucesso, tal como o da ZEMA.

Só iremos transformar esse círculo vicioso em virtuoso com desenvolvimento econômico. Esse, sim, é o verdadeiro caminho para a justiça social e amadurecimento político.

Em 29 de novembro, dia histórico que São Luís venceu o medo, e com sua rebeldia elegeu Eduardo Braide prefeito.

Essa é uma grande oportunidade não apenas de virar a página, mas de recomeçar um novo livro, uma nova história, pelos ludovicences, pelos maranhenses, pelo Maranhão. Porque ESSA É A NOSSA BANDEIRA.

Autor: Senador Roberto Rocha

 

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